sábado, 23 de maio de 2015

Raspberry Pi tem corte no preço para competir com concorrente de 9 dólares




A Raspberry Pi Foundation anunciou nesta quinta-feira (14) um corte no preço do modelo B+ de sua linha de pequenos computadores. Antes vendido por 35 dólares (105 reais), o aparelho sairá agora por 25 dólares (mais ou menos 75 reais) – o que o coloca em pé de igualdade com o “concorrente” CHIP, que apareceu no Kickstarter na última semana e já bateu a meta.


O B+ é o segundo mais avançado entre os Raspberry Pis, mas era vendido pelo mesmo valor de um modelo de segunda geração, mesmo com configurações bem mais modestas. Segundo a fundação, o corte foi possível graças a “otimizações” não especificadas na produção, que tornaram o aparelho “muito mais barato de se fabricar”.


Com mais de 5 milhões de unidades vendidas pelo mundo, a linha Raspberry Pi passou a ter concorrentes de peso, como Intel e Imagination, apenas de dois anos para cá. Os rivais já a superam em configurações, mas apenas neste ano um computador mais barato foi anunciado – no caso, o CHIP, da Next Thing Co., que custa 9 dólares em uma versão mais simples.


A redução no preço deve deixar o Pi B+ mais competitivo diante do novo concorrente, que só sai por um valor muito menor quando adquirido sem saídas VGA ou HDMI. Acompanhado dos adaptadores, o CHIP pula para 19 ou 24 dólares, enquanto o computador da fundação já vem equipado com uma porta HDMI – embora ainda perca em processador e no quesito Bluetooth.


O corte no preço já vale para revendedoras no exterior, mas parece não ter afetado os valores cobrados por lojas aqui no Brasil. Na FilipeFlop e no Lab de Garagem, por exemplo, o B+ ainda não sai por menos de 220 reais.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quais as linguagens de programação que rendem os maiores salários?

Atualmente, ser programador não é mais um sinônimo de "aquele sujeito estranho que mexe com os códigos". Em pouco tempo, a profissão passou de obscura a valorizada, e, reconhecida a importância desses profissionais nas empresas, o salário também cresceu.

De acordo com a Business Insider, "a programação de computadores rapidamente virou uma das indústrias mais lucrativas dos Estados Unidos". Pensando nisso, o site montou um ranking baseado em dados divulgados pela Quartz em julho deste ano, mostrando quais as linguagens de programação que mais rendem dinheiro no mercado norte-americano. O valor já foi convertido para reais baseado na atual cotação do dólar e totaliza o salário anual desses profissionais.
Confira o "top 12" das linguagens e frameworks de programação em ordem crescente de pagamento:
  • 12. PERL - R$ 210.070
  • 11. SQL – R$ 217.702
  • 10. Visual Basic – R$ 218.850
  • 9. C# – R$ 226.773
  • 8. R- R$ 229.271
  • 7. C – R$ 229.472
  • 6. JavaScript – R$ 232.850
  • 5. C++ – R$ 238.046
  • 4. JAVA – R$ 241.626
  • 3. Python – R$ 256.415
  • 2. Objective C – R$ 275.530
  • 1. Ruby on Rails – R$ 278.674
Porém, vale a pena fazer uma ressalva. Isso não significa que basta assistir a algumas aulas e já esperar a conta bancária aumentar de tamanho: o ranking acima é fruto de um estudo que traça uma média atual do mercado. Há programadores que chegam a ultrapassar esse valor, mas muitos outros também ganham abaixo da linha — o salário não é tabelado e sofre alterações de acordo com o país, o empregador e muitos outros fatores.
Ficou interessado? Além de faculdades e cursos especializados, vários sites e serviços na internet ajudam quem deseja começar a aprender programação.

Governo terá sistema para cobrar impostos de compras online feitas no exterior.


Desde o preço dos alimentos até aos (quase) impossíveis R$ 4 mil do PlayStation 4, não é novidade que praticamente todos os produtos vendidos no Brasil são muito mais caros do que em outros países do mundo. Por isso, muitos usuários acabam comprando esses e outros itens no exterior. Entre janeiro e fevereiro deste ano, as compras feitas pelos brasileiros via internet em sites internacionais aumentou 40% em relação ao mesmo período de 2013. A cada mês, são 1,7 milhão de encomendas e só no ano passado foram 18,8 milhões de pedidos, segundo dados da Receita Federal.
Tanto crescimento acabou por chamar a atenção do governo, que agora ficará de olho em qualquer transação feita em páginas estrangeiras. Isso porque, em parceria com os Correios, a Receita está desenvolvendo um sistema que vai automatizar a fiscalização de todas essas compras no exterior. Ou seja, o que já acontece nas alfândegas dos aeroportos agora vai acontecer também no mundo digital. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

O motivo para aumentar a vigilância online é simples: a maior parte dos produtos adquiridos em sites gringos chega ao consumidor sem cobrança de tributos. E, ao contrário do que muita gente pensa, aquilo que você compra em lojas e estabelecimentos no exterior também é sujeito de tributação, independentemente do valor - com exceção de livros, periódicos, medicamentos com receita médica e bens enviados por pessoa física com valor máximo de US$ 50. Os impostos federais sobre compras feitas no exterior pela via postal são de 60%, mas ainda há outras taxas, como o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual. Essa parte poderá ser recolhida pelos Correios.

De acordo com Edna Beltrão Moratto, chefe da Divisão de Controles Aduaneiros Especiais da Receita, o sistema deve entrar em fase de testes em setembro deste ano e a previsão é que o mecanismo seja implantado definitivamente em janeiro de 2015. Pelo programa, o governo vai saber o que está sendo comprado antes mesmo da mercadoria chegar, já que, a partir da compra, o site repassará antecipadamente as informações para a Receita.

Os dados poderão ser fornecidos tanto pelo exportador quanto pelo operador logístico que, no caso, é o correio do país de onde o produto está sendo enviado. A prática é legal, pois existe uma legislação internacional que permite a troca de informações entre os serviços postais. "Temos a possibilidade de fazer a parte da tributação e fazer uma interação com o cliente via internet", explicou José Ademar de Souza, do Departamento Internacional dos Correios.

Segundo o executivo, a ideia é permitir que o internauta pague os tributos via internet e receba a mercadoria em casa, em vez de ter que buscá-la nos Correios. Hoje, qualquer produto vindo de fora do país é submetido a uma análise da Receita e às vezes de outros órgãos do governo, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Após o pacote passar por um raio X - para verificar se o produto não é de importação proibida, como armas e drogas -, ele pode cair em um sistema de amostragem que calcula o valor do imposto que corresponde àquele item. Depois, o comprador recebe um comunicado dos Correios em casa e só após efetuar o pagamento do tributo é que ele pode retirar a mercadoria na agência.

Edna ainda afirma que o sistema terá filtros para detectar os produtos que vão exigir mais atenção dos fiscais para identificar irregularidades. Uma das fraudes mais comuns é quando o pacote vem com um valor declarado mais baixo que o preço oficial praticado na loja em que ele foi comprado - técnica usada para diminuir o valor do imposto a pagar. Atualmente, a Receita se baseia num parâmetro internacional de preços e outras fontes de informação. "Às vezes a mercadoria está lá com um valor muito menor do que o que a loja anuncia no site", explica Edna.

Fonte: CanalTech

Governo dos Estados Unidos está testando “nova internet”



Nos primórdios, a Internet começou como um sistema de comunicação utilizado pelo exército dos Estados Unidos. Agora, o governo norte-americano parece estar disposto a fazer isso de novo, já que anunciou um investimento de US$ 15 milhões no que está sendo chamado de “nova internet”, uma rede com protocolos diferentes e que começou a ser desenvolvida em 2010.
De acordo com o G1, o trabalho está nas mãos da National Science Foundation, uma agência do próprio governo dos EUA que trabalha em projetos científicos de educação e desenvolvimento de novas tecnologias. A ideia, desta vez, é criar uma nova rede que seja mais segura, suporte melhor seu próprio crescimento e, acima de tudo, dê mais suporte legal no caso de processos judiciais movidos contra usuários ou serviços que, eventualmente, realizem atividades ilegais ou irregulares.

Mas não se preocupe, você não terá que refazer o seu site no futuro ou criar contas em redes sociais da nova internet. De acordo com a NSF, o objetivo é criar protocolos e tecnologias que possam ser aplicados à infraestrutura existente ou que sigam além dela, podendo ser adotados pela indústria ou governos e aplicados sobre as plataformas existentes hoje.

Chamado “Future Internet Architecture”, ou “Arquitetura da Internet do Futuro”, os investimentos do projeto serão divididos entre três universidades americanas não divulgadas. São elas que colocarão em prática os softwares e protocolos para testar a usabilidade e funcionamento dessa nova rede, além de ver até que ponto ela aguenta a demanda e a utilização massivas encontradas online hoje em dia.

Entre as situações que serão observadas nos testes estão a utilização de vídeos e streaming online, o uso de tecnologias na nuvem para sincronização de dispositivos ou arquivos e o controle industrial pela rede. Diversos parâmetros serão medidos para mensurar a capacidade da nova tecnologia e desenvolver soluções adequadas a tais resultados.

Mas o primeiro passo das instituições de ensino, segundo a organização, é firmar parcerias com organizações e municípios para que a arquitetura possa ser aplicada sobre uma rede existente. Assim, desde o início, será possível verificar eventuais problemas de compatibilidade e demanda, facilitando o processo e evitando que falhas aconteçam caso um dia a “nova internet” saia do papel e acabe aplicada no mundo real.

Fonte: CanalTech

Para proteger florestas, área indígena terá smartphones-vigia nas árvores

Terras indígenas são vítimas de invasões e extração ilegal de madeira com muita frequência. Grileiros e traficantes do material se aproveitam da falta de fiscalização para terem lucros de maneiras ilegais, e isso traz muito prejuízo para toda a sociedade brasileira. No entanto, um projeto a ser inaugurado no Pará pode ajudar — e muito — no combate à extração ilegal de madeira das matas reservadas.

Como mostra a Folha, o projeto da ONG Rainforest Connection visa instalar 40 smartphones no topo de árvores espalhadas por uma área de 100 quilômetros quadrados — já tendo casos de sucesso com o mesmo sistema em áreas bem menores em outros países. Esses aparelhos são modificados para que os microfones fiquem ligados em tempo integral, podendo identificar a presença de caminhões ou motosserras, por exemplo.

Ao ser identificado algum ruído, alertas são enviados para os caciques das aldeias ou para as guardas florestais. Com isso, o responsável pode ligar para o aparelho emissor do alerta para ouvir em tempo real o que está acontecendo e se suspeitar de uma real invasão, pode enviar grupos (de índios ou de policiais) para o local — onde serão tomadas as medidas cabíveis para a neutralização da ameaça.
Vale dizer que a energia elétrica utilizada pelos aparelhos é totalmente solar. Os captadores são fragmentados para que consigam obter mais energia e assim manter tudo em funcionamento durante todo o tempo. O sistema será instalado na região do Alto Rio Guamá — onde vivem cerca de 1,3 mil índios tembé — no início de 2015.